Rascunhos
March 10th, 2010Sem rascunhos.
Porque eu simplesmente cansei de estar guardando sentimentos, frases, momentos, fragmentos.
Mas não consigo falar de sentimentos.
Por isso, apaguei, de novo, tudo o que tinha escrito antes de publicar.
Sem rascunhos.
Porque eu simplesmente cansei de estar guardando sentimentos, frases, momentos, fragmentos.
Mas não consigo falar de sentimentos.
Por isso, apaguei, de novo, tudo o que tinha escrito antes de publicar.
Eu odeio Comic Sans.
Porque quando eu estou com ele… eu estou pensando em você.
Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
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Eu quero o acelerar de coração por um olhar, quero as borboletas no estômago por um toque, quero a ansiedade de esperar um telefonema, quero a expectativa de um encontro casual, quero a magia do primeiro beijo e a malícia do centésimo. Quero o amor sincero de uma criança, quero as tais coisas simples que fazem a vida feliz, quero a melodia que faz chorar e a batida que faz pular. Quero a palavra que convence, o abraço que não se esquece e a presença que aquece. E acima de tudo, quero você aqui comigo.
Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, “hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu”).
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